A dificuldade de mineração do Bitcoin foi ajustada para cima em 3,2% na última mudança de época, refletindo um aumento sustentado do poder computacional global dedicado a proteger a rede. O hash rate atingiu agora aproximadamente 890 exahashes por segundo — uma nova máxima histórica.
O ajuste significa que os mineradores precisam realizar mais trabalho computacional para descobrir um bloco válido, aumentando o custo de produção de cada novo bitcoin. Para mineradores que operam com margens estreitas, o aumento da dificuldade comprime a lucratividade nos níveis de preço atuais, em torno de US$ 78.000.
Apesar da pressão sobre a rentabilidade, novas capacidades de mineração continuam entrando em operação. Grandes mineradoras de capital aberto dos EUA, incluindo Riot Platforms, Marathon Digital e CleanSpark, adicionaram coletivamente mais de 15 exahashes de capacidade somente no primeiro trimestre de 2026.
“A economia ainda funciona para mineradores eficientes”, disse a analista Kristy Leigh-Minemaker. “O ponto de equilíbrio para a maioria dos operadores industriais dos EUA está na faixa de US$ 55.000 a US$ 65.000, com eletricidade a US$ 0,04 por kWh.” O próximo ajuste de dificuldade é esperado por volta de 2 de maio.
